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Meus cacos

Por me quebrar em pedaços me despedaço. Ando descalço por caminhos encalços. Às vezes danço, mas quase nunca. Só vivo de canto, no cansaço nosso. Que percorre o sangue. Que precede a pele. E me debato em carne viva. Porque quanto mais me quebro, mais me rasgo.

2011

Maktub - estava escrito que há 2 anos, ele chegaria para mudar a minha vida, infinitamente para melhor. Ouvindo Hey Jude…

My sunshine

Alfabeto da praia

Água Barco Caldo Dia Esquenta Família Guarda-sol Horário novo Ilha Jacaré Kitesurf Lentes Mar Navio Onda Prancha Queimadura Repelente Sol Tatuagem  UVA  X-Salada Windsurf Vento Yes Zoeira

Autoanálise

Ao longo da vida cada um cria seus dilemas. Suas certezas e incertezas. Cria suas máscaras, suas valas, sua amarras. Com Maria Amélia não foi diferente. Vivendo intensamente o alto de seus 33 anos guardava segredos íntimos, culpas solitárias. Mas usava outras máscaras para disfarçar sua melancolia. Se mostrava forte, durona. Afetada. Espirituosa. Disponível. Crítica em demasia. Chata. Superficial. Queria ser vista assim. Afinal, essa era sua zona de conforto. Quase nunca chorava em público. Quase nunca discutia. Engolia o choro e a raiva. Na adolescência, não havia travesseiro nem diário para compartilhar suas dúvidas. Dividia o quarto com dois irmãos dedo-duros. Sua mãe nunca fora boa em guardar segredos, mas bisbilhotar! Ah, isso ela sabia como ninguém. O refúgio de Maria Amélia era o chuveiro. A água quente lavava a face, levava as tristezas ralo abaixo e abafava os soluços. O tempo passou. Ela cresceu. Saiu de casa. Se casou. Até que numa noite morna de dezembro se lem...